"Há algumas mensagens que se parecem com verdadeiras espadas: são longas, chatas e frias” (Anônimo).
A Décima palavra é “Tom” ou entonação e se preocupa com a utilização da voz, o como o orador se servirá dela em todas as etapas da mensagem para uma comunicação clara, agradável e efetiva.
Como um bom conhecedor de todos os detalhes da estrada, o guia saberá apresentar aos seguidores os lugares mais interessantes e especiais do caminho: quer sejam os perigos ocultos; ou as belezas escondidas dos olhares comuns.
Estudos indicam que apenas 7% do significado de uma mensagem é verbal (por palavras), enquanto que 38% dela é vocal (por tom de voz, velocidade, ritmo, volume e entonação), pois onde as palavras entregam idéias, a voz leva emoções.
Falar é pintar um quadro para ser ouvido, por isso é tão importante agregar sentimento ao que se diz: sussurro, grito; pausa, pressa; suavidade, gravidade darão cor a obra destacando os detalhes. A ênfase dos textos ou o auge da mensagem serão sinalizados pela maneira como se fala.
Por isso, esconder a boca ao se falar no microfone é uma falha que diminui a comunicação, pois o ouvinte está condicionado a ler os lábios de quem fala como auxilio da compreensão e percepção das emoções do orador.
Empostar a voz sempre, gritar somente quando necessário. O grito serve de ênfase, e se tudo for destacado, nada terá destaque. Há uma máxima que diz que quem muito grita é porque tem pouco argumento. Então busque modular a voz.
A joia será mais polida do lado que se deseje que brilhe mais. (Tchai Hoth)
15 de ago. de 2014
9 de ago. de 2014
Sermão: Luz e Voz - 9. O Tato. "Orientação aos Pregadores"
“Quando a congregação cai no sono, há apenas uma coisa a se fazer: dar ao porteiro uma vara longa e fazê-lo cutucar o pregador” (H. W. Beecher)”.
A Nona palavra é “Tato”, empregada aqui para descrever a sensibilidade do comunicador para com seu auditório. É chamado “feedback” ou capacidade de se perceber a reação do outro e rapidamente se adaptar a ela.
É como o guia que analisa os caminhantes enquanto lhe seguem: se estão interessados, dispostos, atentos ou não, para poder ajudá-los, estimulá-los a fim de que todos juntos possam fazer um agradável passeio.
Portanto no gabinete o orador estuda os textos; mas do púlpito ele estuda o auditório. Atento aos sinais corporais que os ouvintes lhe enviam em resposta, se a comunicação está realmente acontecendo ou se perdendo.
O orador deve estar atento aos bocejos, cabeças baixas e bancos rangendo em demasia, para que reaja à tempo e se salve. Empostar a voz, movimentar-se, contar uma ilustração rápida, interessante, relacionada ao texto poderão ajudar.
Mas caso não funcione passe a resumir a mensagem no que é essencial. E se nada mudar, então mude: respire fundo e se dedique ao máximo para concluir bem: saiba que neste caso um “grand finale” poderá salvar todo o processo.
Estudos dizem que apenas 7% do significado de uma mensagem são feitos verbalmente; por isso é importante dividir a mensagem em partes, com início, meio, fim: para facilitar a vida do ouvinte, ajudá-lo a voltar à linha de raciocínio caso se perca algum momento, e poder então lhe entregar o máximo de conteúdo.
É o tato do artista que faz com que o precioso se torne jóia rara (Tchai Hoth).
1 de ago. de 2014
Sermão: Luz e Voz - 8. O Tempo. "Orientação aos Pregadores"
“Dependendo do pregador: dez minutos se parecem uma hora; uma hora se parecem dez minutos”(Anônimo).
A Oitava palavra é o “Tempo” e está relacionado à fase de execução da oratória, devendo ser respeitada como uma das etapas mais difíceis na entrega da mensagem. Será amargo companheiro; ou desfrutável companhia.
É a velocidade com que o guia conduzirá seus seguidores pela estrada, preocupado-se com os limites da via e viajores: não será lento ou apressado. Detalhista de mais, ou desinteressado: sem rumo, em círculos, ziguezagueando...
O bom comunicador é seletivo, pois ao fim de suas pesquisas terá condições e material suficientes para falar por horas num determinado assunto. Eis uma tentação a ser evitada: comunicar não é sufocar, comunicar é informar.
Há uma máxima na comunicação que afirma: quem muito fala, nada diz. Ou seja, o orador deverá ser preciso em suas palavras, sem perder o alvo. Esforçando-se para levar o máximo de informações importantes no mínimo de tempo.
Nem tudo o que é interessante para o comunicador será interessante para o ouvinte. O orador precisa ser discreto, não aparecer mais do que a mensagem. Comunicar não é exibir conhecimento, mas é ser útil como conhecedor.
Por outro lado, pior do que ouvir alguém sem conteúdo é ouvi-lo por muito tempo. Pior do que ouvir um sermão de uma hora é perceber que tudo poderia ser dito em vinte minutos, sem rodeios. Mensagens repletas de informações irrelevantes.
Lembre-se: o joalheiro não leva à exposição o esforço da fabricação das peças, mas sim e somente o que é importante: a beleza das jóias. (Tchai Hoth)
A Oitava palavra é o “Tempo” e está relacionado à fase de execução da oratória, devendo ser respeitada como uma das etapas mais difíceis na entrega da mensagem. Será amargo companheiro; ou desfrutável companhia.
É a velocidade com que o guia conduzirá seus seguidores pela estrada, preocupado-se com os limites da via e viajores: não será lento ou apressado. Detalhista de mais, ou desinteressado: sem rumo, em círculos, ziguezagueando...
O bom comunicador é seletivo, pois ao fim de suas pesquisas terá condições e material suficientes para falar por horas num determinado assunto. Eis uma tentação a ser evitada: comunicar não é sufocar, comunicar é informar.
Há uma máxima na comunicação que afirma: quem muito fala, nada diz. Ou seja, o orador deverá ser preciso em suas palavras, sem perder o alvo. Esforçando-se para levar o máximo de informações importantes no mínimo de tempo.
Nem tudo o que é interessante para o comunicador será interessante para o ouvinte. O orador precisa ser discreto, não aparecer mais do que a mensagem. Comunicar não é exibir conhecimento, mas é ser útil como conhecedor.
Por outro lado, pior do que ouvir alguém sem conteúdo é ouvi-lo por muito tempo. Pior do que ouvir um sermão de uma hora é perceber que tudo poderia ser dito em vinte minutos, sem rodeios. Mensagens repletas de informações irrelevantes.
Lembre-se: o joalheiro não leva à exposição o esforço da fabricação das peças, mas sim e somente o que é importante: a beleza das jóias. (Tchai Hoth)
29 de jul. de 2014
Tabela Histórica: O Batismo de Crianças na Igreja Através dos Tempos - 6.000 Anos de História
Tabela Histórica Do Batismo de Crianças Na Igreja by Tchai Hoth
BATISMO INFANTIL: Existe Alguma Razão para se Batizar Crianças? Tchaikovski Hoth, MACKENZIE, SP- 2009.
25 de jul. de 2014
Sermão: Luz e Voz - 7. A Técnica. "Orientação aos Pregadores"
“Tem sermões que parecem verdadeiras cartas de amor: começam sem saber o que falar e terminam sem saber o que disse”(Rousseau).
A Sétima palavra é “Técnica”, e também serve de ligação entre o texto e o ouvinte ajudando o comunicador a entregar uma mensagem interessante, clara e objetiva, de forma que atraia a atenção e conquiste a simpatia de todos.
É pensar no como dar ao caminhante um mapa da estrada que lhe seja útil, compreensivo, bonito, com informações necessárias para que todos, crianças e adultos, consigam lê-lo sem dificuldades e ninguém se perca.
A mensagem precisa ter ordem: início, meio e fim, tudo em harmonia com o anunciado, para segurança de todos. Por isso, antes de se transmitir idéias é preciso se passar confiança, pois quem vai querer seguir a alguém perdido.
Portanto o início da fala é o momento de ganhar o ouvinte ou colocá-lo para dormir. Então pedir desculpas dizendo não está preparado é um erro imperdoável, o mesmo que gritar: “por favor, não me escutem. Desliguem-se”.
Ainda que o orador não se sinta seguro, irá se comportar como estando: postura reta, gestos tranquilos, olhar seguro, sorriso leve, voz firme. E tudo isto mantido por um coração acelerado e pernas trêmulas, que somente ele saberá.
Outro momento crítico é a conclusão. Ouvir alguém dizendo:“concluindo!”, mas sem nunca terminar, ou percebê-lo fazendo rodeios, tentando achar a saída é duro, cansativo e angustiante. Saiba que para o ouvinte a conclusão lhe ajudará a entender a mensagem, gravando-na em sua mente e coração. Então dedique-se.
Prepare-se para abri e fechar seu trabalho com chave de ouro.
A Sétima palavra é “Técnica”, e também serve de ligação entre o texto e o ouvinte ajudando o comunicador a entregar uma mensagem interessante, clara e objetiva, de forma que atraia a atenção e conquiste a simpatia de todos.
É pensar no como dar ao caminhante um mapa da estrada que lhe seja útil, compreensivo, bonito, com informações necessárias para que todos, crianças e adultos, consigam lê-lo sem dificuldades e ninguém se perca.
A mensagem precisa ter ordem: início, meio e fim, tudo em harmonia com o anunciado, para segurança de todos. Por isso, antes de se transmitir idéias é preciso se passar confiança, pois quem vai querer seguir a alguém perdido.
Portanto o início da fala é o momento de ganhar o ouvinte ou colocá-lo para dormir. Então pedir desculpas dizendo não está preparado é um erro imperdoável, o mesmo que gritar: “por favor, não me escutem. Desliguem-se”.
Ainda que o orador não se sinta seguro, irá se comportar como estando: postura reta, gestos tranquilos, olhar seguro, sorriso leve, voz firme. E tudo isto mantido por um coração acelerado e pernas trêmulas, que somente ele saberá.
Outro momento crítico é a conclusão. Ouvir alguém dizendo:“concluindo!”, mas sem nunca terminar, ou percebê-lo fazendo rodeios, tentando achar a saída é duro, cansativo e angustiante. Saiba que para o ouvinte a conclusão lhe ajudará a entender a mensagem, gravando-na em sua mente e coração. Então dedique-se.
Prepare-se para abri e fechar seu trabalho com chave de ouro.
18 de jul. de 2014
Sermão: Luz e Voz - 6. O Treino. "Orientação aos Pregadores"
“Tudo aquilo em que se pode pensar, pode ser pensado claramente” (L. Wittgenstein).
A Sexta palavra é “Treino”, outra importante etapa na fase de preparação servindo de elo entre a produção e a execução, o texto e o auditório. Um esmero para a melhor entrega do que se pretende comunicar.
É como uma vistoria na estrada antes de liberá-la ao público. Conferindo se as placas condizem ao percurso, se os trechos estão bem sinalizados em sincronia com os mapas. E para isto todo o trajeto deverá ser percorrido novamente.
O comunicador precisa está seguro do que falará não somente quanto ao conteúdo mas também quanto a sua apresentação. E é neste momento que bons trabalhos se perdem deixando de converter luz em voz.
Portanto para a proteção de todos, o comunicador deveria fazer um esboço do que se deseja falar: evitando os lapsos de memória ou os desvios intoleráveis. O esboço deverá conter as principais idéias da mensagem para que o comunicador possa recorrê-las durante sua fala, discretamente, quantas vezes que precisar.
E para não ficar preso no papel ou perdido no próprio esboço, bom seria que o orador treinasse em casa, mentalmente ou até mesmo diante do espelho: uma firme leitura do texto, o início da mensagem, principais pontos, conclusão e tempo.
O treino servirá também para se melhorar as idéias, deixá-las simples e mais interessantes. Pensar no quê e no como se falará, no mínimo de tempo possível, sem perder a qualidade e a organização.
Portanto a mensagem é um diamante bruto, que precisa ser lapidada. (Tchai Hoth)
A Sexta palavra é “Treino”, outra importante etapa na fase de preparação servindo de elo entre a produção e a execução, o texto e o auditório. Um esmero para a melhor entrega do que se pretende comunicar.
É como uma vistoria na estrada antes de liberá-la ao público. Conferindo se as placas condizem ao percurso, se os trechos estão bem sinalizados em sincronia com os mapas. E para isto todo o trajeto deverá ser percorrido novamente.
O comunicador precisa está seguro do que falará não somente quanto ao conteúdo mas também quanto a sua apresentação. E é neste momento que bons trabalhos se perdem deixando de converter luz em voz.
Portanto para a proteção de todos, o comunicador deveria fazer um esboço do que se deseja falar: evitando os lapsos de memória ou os desvios intoleráveis. O esboço deverá conter as principais idéias da mensagem para que o comunicador possa recorrê-las durante sua fala, discretamente, quantas vezes que precisar.
E para não ficar preso no papel ou perdido no próprio esboço, bom seria que o orador treinasse em casa, mentalmente ou até mesmo diante do espelho: uma firme leitura do texto, o início da mensagem, principais pontos, conclusão e tempo.
O treino servirá também para se melhorar as idéias, deixá-las simples e mais interessantes. Pensar no quê e no como se falará, no mínimo de tempo possível, sem perder a qualidade e a organização.
Portanto a mensagem é um diamante bruto, que precisa ser lapidada. (Tchai Hoth)
Breve Poema: A Encruzilhada da Cruz
Todos enfrentam o tempo: uma cruz.
O tempo não perdoa a ninguém,
Dias e dias não podem resgatar;
Os funerais dão provas disto.
Sementes nascem, sementes morrem.
E o tempo continua ceifando.
Não há quem não caia.
Forte e fracos,
Ricos e pobres,
Espertos e tolos,
Tombam-se diante do foi-se.
Abatem-se os troncos:
Morremos!
A vida é uma questão de tempo!
Certamente todos enfrentam o tempo,
Resta-nos, então, poucas linhas...
Um Acróstico? Amém! Graças ao
Zelo divino! O tempo não foi perdoado: A Cruz!
(Tchai Hoth - Acróstico a Encruzilhada da Cruz)
Assinar:
Postagens
(
Atom
)






